NOSSA HISTÓRIA:

A fundação de Rolândia está intimamente ligada à colonização do Norte do Paraná. A responsabilidade de sua fundação coube a um grupo de ingleses destacando-se a figura do fabuloso “Lord Lovat” para dar início á colonização das terras Norte Paranaense, a companhia inglesa “Brasil Plantantion Ltda.”, criou uma subsidiadora no Brasil com o nome de “Companhia de Terra Norte do Paraná”. Em junho de 1932, passou-se a se chamar Gleba Roland, No dia 29 de junho de 1934, iniciou-se a construção da primeira casa no perímetro urbano, o Hotel Rolândia. Daí para frente as construções se sucederam e uma próspera vila emergiu no local da mata. Nascia Rolândia.
Em 1938, a Gleba Roland torna-se um distrito de Londrina, a emancipação veio em 1943, pelo decreto estadual nº199 de 31.12.43, ao mesmo tempo, seu nome é trocado para Caviúna, (árvore de madeira nobre existente na região). Isso por exigência do Governo Federal, porque com a participação do nosso país na II Guerra Mundial, todas as cidades cujos nomes fossem de origem germânica deveriam ser trocados. Em 28 de janeiro de 1944, o primeiro prefeito, Ary Correia Lima foi nomeado e nessa ocasião ocorreu a instalação do município “Caviúna”. Rolândia , a exemplo de outras cidades brasileiras, cujos nomes eram de origem germânica, teve que mudar seu nome(assim como Cambé). Somente em 11 de outubro de 1947, com grande movimento da população em favor do retorno do antigo nome é que a cidade volta a se chamar Rolândia.
Dos imigrantes estrangeiros que colaboraram no desenvolvimento de Rolândia, destacam-se japoneses, alemães, italianos, portugueses, espanhóis, sírio-libaneses, húngaros, suíços, poloneses, tchecos, austríacos, entre outros. O nome de Rolândia é de origem germânica, nome dado em homenagem a Roland, legendário herói alemão, que na Idade Média guerreava ao lado de seu tio, Carlos Magno, e seu lema era lutar pela “Liberdade e Justiça”. Os imigrantes estrangeiros foram direcionados a se estabelecerem aqui, ou por alguma Sociedade que cuidava da imigração, ou por orientação da própria Companhia de Terras. Os imigrantes alemães que em Rolândia adquiriram suas terras, vieram fugindo do nazismo,justamente em busca de liberdade e justiça.
A contribuição dos imigrantes estrangeiros e dos migrantes brasileiros foi de fundamental importância no desenvolvimento de nossa cidade. Hoje a cidade tem dois distritos: São Martinho e Nossa Senhora Aparecida, mais conhecido como Bartira, e os nascidos em Rolândia, são rolandenses ou rolandienses.

COMO OS ALEMÃES TOMARAM CONHECIMENTO DAS TERRAS EM ROLÂNDIA?

Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi assolada por uma grande crise econômica. Alguns políticos alemães, interessados em solucionar os problemas, principalmente dos filhos dos pequenos lavradores, criaram Companhias com objetivo de incentivar a imigração. Entre estas se destacou a “Companhia Para Estudos Econômicos Além-Mar”. Esta Companhia teve como 1º Presidente o Ministro Alemão Hans Luther, e alguns anos após, Erich Koch-Weser assumiu a presidência. Neste período muitas Companhias Colonizadoras Inglesas ofereciam terras aos interessados em imigração, entre elas, a “Paraná Plantantion Ltda.” que possuía duas filiais no Brasil, A “Companhia de Terras Norte do Paraná” e a “Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná”.
Ao assumir a presidência da Companhia para Estudos Econômicos Além-Mar, Erich Koch-Weser convidou Oswald Nixdorf para estudar junto à “Paraná Plantantion”, um local ideal para dar início a uma colonização alemã no Brasil. (1931): Escolhido o local, em 1932, Nixdorf é contratado pela Companhia Alemã, com a finalidade de seguir para o Brasil e aqui orientar os imigrantes alemães. No início, os imigrantes que se dirigiram ao Brasil eram basicamente constituídos de filhos de agricultores ou pessoas que queriam tentar a sorte em outro país. Contudo, a partir das perseguições políticas, religiosas e raciais, desencadeadas pelo Nazismo, o tipo de imigrante mudou. Todo aquele que, de uma maneira ou de outra, temia a política repressiva do Nazismo procurou sair da Alemanha. Políticos, religiosos e alemães-judeus (estes quase todos com cursos universitários) vão engrossar o número daqueles que procuraram vir para Rolândia. Em 1934, inicia-se na Alemanha uma restrição à imigração. Até então, o valor que cada imigrante poderia levar consigo era de dez mil marcos. Com a restrição, este valor caiu para dez marcos. A Companhia de Terras logo encontrou a solução, a da PERMUTA.
Como a Companhia de Terras precisava de material para levar a Estrada de Ferro até Rolândia e a Alemanha possuía este material (trilhos etc.), ficou combinado que o dinheiro do imigrante ficaria na própria Alemanha. O imigrante compraria o material ferroviário que a Companhia de Terras precisava e em troca recebia títulos que equivaliam a terras em Rolândia. Graças a esta forma de permuta, a Companhia de Terras conseguiu o prolongamento da Estrada de Ferro até Rolândia. Em janeiro de 1935 aqui chegava pela primeira vez a famosa Maria Fumaça.

 

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